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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Steve Jobs

Provavelmente irão chamar-me de burra e ignorante e tudo mais depois destas palavras, mas assumindo-me desde já como uma não adepta/fã do universo Apple, que considero demasiado egocêntrico, demasiado fechado, limitado e voltado para si próprio e, acima de tudo, um fenómeno dos tempos modernos, nos quais uma maçã trincada é sinónimo de status social, tenho de dizer que, não conhecendo bem a biografia do senhor Steve Jobs, não lhe reconheço esse génio que o mundo lhe aponta. É certo que nunca li muito sobre ele e que um filme nos mostra apenas aquilo que o realizador quis mostrar, mas a sensação com que fico é que este senhor tinha muito mau feitio, era péssimo colega de trabalho, um chefe muito complicado e, à semelhança da própria marca que criou, uma pessoa voltada para si própria e estupidamente centrada no que ele e apenas ele considerava ser o correcto ou ideal. Acredito que pudesse ser um bom líder, acredito até que conseguisse passar um certo espírito a quem trabalhava com ele que os fazia vencer, mas não lhe consigo reconhecer o génio que fazem dele. Era criativo, tudo bem, tinha ideias inovadoras, inegável, mas tinha também uma máquina incansável aträs dele que lhe permitia consolidar essas ideias, caso conträrio não teria feito um terço do que fez. Era ambicioso, certo. Arrogantemente ambicioso, como quase todos os que nascem para vencer, mas ou filme pinta um Jobs muito mau, ou como pessoa o Mr. Apple deixava muito a desejar (qual é o génio que rejeita uma filha e mesmo com testes de paternidade se recusa a aceitar efectivamente a paternidade?). 

Conclusão, continuo sem me render ao universo Apple/Steve e continuo a achar que o nome Steve Jobs representa sobretudo uma marca e não um homem que tenha feito história. Trata-se de alguém que de certa forma viveu obececado pelo seu objectivo de não ser o melhor, mas ser diferente e que soube levar a sua obsessão ao mundo. Não acho que uma maçã trincada vá mudar o mundo, porque não é indispensável. E não achoo que Steve Jobs tenha mudado o mundo, afinal tudo continua a existir mesmo quando ele já cá não está...tudo continuou na mesma, incluindo a própria Apple. 

 

Uma pequena salva de palmas para o desempenho de Ashton Kutcher enquanto Steve Jobs. Não sendo um actor que admire, caiu-lhe bem este papel...aquela postura corporal e aquele andar caricato estavam perfeitos!