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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Relatório médico

   E afinal o problema está mesmo no coração e não na minha cabecinha. Ao que parece tenho "não-sei-o-quê supraventricular", uma doença congénita, benigna, que provoca arritmias cardíacas que levam o meu coraçãozito a bater acima das 200 pulsações, de repente, do nada, causando a pior sensação do mundo - "Segurem-me que eu vou cair e o meu coração vai parar de bater". O que se passa é a nível dos componentes eléctricos do coração, na condução dos sinais e sangue durante as batidas. Existem 2 caminhos de condução, o organismo normal usa apenas um. Eu de vez em quando lembro-me de usar os dois e tomá lá 200 batidinhas assim de repente para aprenderes. Em linguagem leiga, foi isto que captei.

   Conclusão: medicação, fraca para começar, na esperança de controlar a situação. Caso não melhore, medicação mais forte e colocar a possibilidade de uma pequena intervenção para fechar o tal  caminho que uso sem dever usar.  

   E agora a vida continua na normalidade de sempre, sem restrições e sempre que pum pum pum tentar deitar-me de imediato.

   Estou mais descansada por saber que não é nada de muito grave, mas ainda não me habituei à ideia de ter esta coisa, que pode surgir  tão de repente e que me deixa de rastos. Sinceramente, o que eu tenho agora é medo constante de que me dê uma crise. Com o tempo aprendo a lidar com isto, até me esquecer dela e a malandra desaparecer um bocadinho mais a cada comprimido que engulo.