«As Três Vidas», João Tordo
Romance vencedor do Prémio Literário José Saramago 2009 e finalista do Prémio Portugal Telecom 2011. Que segredos rodeiam a vida de António Augusto Millhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos? São estes mistérios que o narrador – um rapaz de família modesta – procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida. Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta – época de todas as ganâncias – e cruzando a história sangrenta do século XX com a das personagens, As Três Vidas é, simultaneamente, uma viagem de autodescoberta através do «outro» e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal, e do destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém.
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Segunda leitura das férias.
João Tordo, que tenho andado a descobrir. Depois da sua Biografia Involuntária dos Amantes, que adorei, fica difícil gostar tanto de um livro como gostei daquele. Este é um pouco ao género de "O Bom Inverno", personagens misteriosas e o enigma do que irá acontecer a seguir que fica no final de cada capítulo, misturado com momentos de total ficção que nos põem a pensar "mas alguma vez isto era possível?".
É um livro que prende, é certo. Mas não uma grande obra literária, porque essas, para mim, estão carregadas de sentimentos, como a "Biografia". Ainda asssim, continuo a querer ocnhecer mais deste autor. O próximo está escolhido: "O ano sabático", ainda este ano!
