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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"Before Midnight"

   Finalmente consegui ver este filme. Já por cá disse que sou completamente apaixonada por estes dois e "Before Sunset" é, de loooonge, o meu filme favorito de todos os tempos. Nunca vi mais nenhum filme com diálogos tão ricos, que surgissem de forma tão espontânea e natural como acontece neste filme, que não precisa de mais nada para além destas duas personagens para encher o ecrã e os nossos corações. Por isso mesmo, estava ansiosa para ver este filme e perceber o que aconteceu a estes dois.
   Para começar tenho já de dizer que me desiludiu o facto de existirem filhos...que querem, é esta minha veia anti maternidade que pensa que todos os casais dão felizes a dois. Fiquei logo com um pé atrás...hum...ele tem um filho da ex que deixou para ficar com o grande amor da sua vida (outra coisa não seria possível), com quem teve gémeas...hum...mas felizmente o filme coloca pouco ênfase na canalha, o que bastou para quase me esquecer que existiam crianças no meio. Depois achei completamente desnecessários aqueles diálogos dos e com os amigos. Não trazem nada de importante para a história do casal, que é o que realmente nos interessa no filme. E, tal como disse anteriormente, os dois bastam-se, os dois sós, e mais as suas conversas, são mais que suficientes para fazer um filme inesquecível.
   Outra surpresa: ela está completamente impossível de aturar. Mesquinha, despropositada, inconveniente, mázinha q.b. para o pobre rapaz que se transformou em homem. Assustador pensar que há tanto de nós, mulheres apaixonadas, naquela personagem. E ele está como sempre foi, completamente rendido a ela, capaz de tolerar todas as suas birras e ainda brincar com a situação, cheio de amor pela pessoa cheia de defeitos que ela é, pleno retrato de todos os homens que amam as suas mulheres incondicionalmente, que é a única forma de amor mas a mais difícil de encontrar.
   E lá estão eles os dois, com os seus mundos completamente diferentes, um racional outro emocional, mas perfeitamente encaixados nas particularidades de cada um.
   Não posso dizer que gostei mais deste filme que dos anteriores, especialmente do penúltimo, que acho impossível de superar, mas gostei de rever este casal, até porque poucos "casais" encaixam tão bem, enquanto personagens, quanto estes dois o fazem.