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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ensaio sobre a cegueira

 

   E se, de repente, não vissemos nada mais do que branco? Tudo branco. E se esse "mal branco" se tornasse uma epidemia de cegueira que, um a um, vai destruindo a humanidade? E nós, o que fariamos, como reagiriamos, o que sentiriamos? E se no meio de tanta cegueira, uma única pessoa continuasse a ver? Não sentirá ela que tem de ajudar, sendo a guia de todos e cada um? Quantas vezes não terá desejado não poder ver aquela nova realidade cega?

   "O ensaio sobre a cegueira" é um filme forte, sujo, escuro, um retrato negro (mas nem por isso pouco realista) da humanidade que nós somos. "Blindness" é um filme de pormenores, de imagens que não se conseguem ver. A cegueira faz-nos pensar qual a verdadeira essência do ser humano e de SER humano, até onde vai o espírito de sobrevivência.

   E afinal, mais cego é aquele que não quer ver, por isso, quando aprenderam a valorizar cada pormenor que o seu olhar captava, o branco deu lugar à cor, forma e movimento. Chegou uma segunda oportunidade. Uma nova vida. O que mudou?

 

   Nas adaptações de livros para o cinema, o filme deixa sempre algo a desejar. Não há nada como umas boas palavras para nos pôr a imaginar cada pormenor, cada cenário, cada personagem. No cinema está ali tudo chapadinho. É tudo demasiado concreto. Não há lugar para a imaginação. Quanto muito haverá para a reflexão. 

   Ao contrário do habitual, ainda não li o livro. Mas fiquei curiosa. Já está na minha lista de Natal! Com certeza me irei surpreender. Saramago que me desculpe, mas só li um livrinho do nosso Nobel de estimação.