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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O dia em que o melhor do mundo chorou

 

   Não ligo a futebol, como tal estas coisas de me pronunciar sobre o desempenho dos jogadores em campo passa-me completamente ao lado. Mas mesmo não gostando de futebol, há jogadores, ou antes pessoas que jogam futebol (porque é a pessoa que interessa) que não nos são indeferentes. Cristiano Ronaldo é uma dessas pessoas, não andasse ele sempre na boca do mundo. Todos nós temos uma opinião acerca do Cristiano Ronaldo, pessoa e jogador, ou os dois juntos. Todos nós julgamos conhecer o Cristiano Ronaldo, que ainda por cima é português como nós. E acima de tudo, todos nós já emitimos juízos sobre o Cristiano Ronaldo. Eu também já fiz tudo isto. Já andei entre o "azeiteiro", piroso, arrogante, nariz empinado, deve ter a mania, nem sabe falar, qualquer dia não aguenta tanto ouro, egocêntrico, vaidoso, exibicionista...a verdade é que isto não interessa para nada! Cristiano Ronaldo é, desde ontem, oficialmente, e pela segunda vez, o melhor do mundo. Se é merecido ou não, não comento, nem me interessa. Mas se há coisa que este prémio fez por Ronaldo foi humanizá-lo e torná-lo mais pessoa e menos jogador. Cristiano Ronaldo chorou o choro da vitória. E chorou de forma sentida e verdadeira. Talvez pela primeira vez, vi transparência em Ronaldo. Ou vi Ronaldo, apenas. E isso ficou-lhe melhor que o prémio. Porque o aproximou das pessoas. Porque mostrou que ele, que de facto tem a arrogância necessária para vencer num mundo competitivo como o nosso, é feito da raça dos ambiciosos que tropeçam mas não caiem, que se alimentam da inveja e do ódio dos outros, que vingam cada derrota com uma vitória ainda maior na prova seguinte e que um dia sonharam ser o melhor do mundo e já o são (e por duas vezes) e continuam a sonhar chegar mais longe apenas com o seu esforço, empenho e dedicação.  

 Não é que tenha passado a adorar o Cristiano Ronaldo, ou que vá sequer tornar-me fã do rapaz. Mas ontem tive de dar o braço a torçer. Não pelo prémio que recebeu, mas porque vi que ele é feito de carne e osso e lágrimas e é o melhor do mundo.

 

   Depois desta, aponto já duas personalidades que gostava de ver em lágrimas sinceras, num acto de humanização: José Mourinho e José Socrates :)