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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Um país em chamas

   Aqui pelo norte do nosso país parece que estamos a ver o mundo por uma lente embaciada. O motivo é o inferno de chamas em que se tornou o nosso país nos últimos dias. Por cá não há céu azul durante o dia, nem céu estrelado à noite. O sol não consegue brilhar em todo o seu esplendor e muitas noites nem a lua conseguimos ver de forma clara. Há uma nuvem enorme de fumo no ar que nos entra pelas casas e pelo corpo dentro e não nos deixa respirar plenamente. Deitamo-nos com o fumo, levantamo-nos com o fumo, vivemos com ele. Com o fumo.

   Depois há os que vivem com o fumo, o fogo, as chamas, o calor abrasador, o medo, a perda, a dor, o desespero e até a morte. E desses nem consigo falar, pois se aqui o fumo nos perturba, que espécie de vida e sobrevivência será a daqueles que estão no terreno, sejam bombeiros que lutam um luta cruel e injusta, sejam as populações em perigo que perdem tudo da forma mais cruel e absurda possível. E é de lamentar que, mais uma vez, verão e calor seja sinónimo de fogo incontrolável, terra queimada e vidas perdidas. Até quando é que este vai ser o nosso cenário de verão?

   De pouco adiantará, mas não consigo passar sem deixar uma palavra de força a todos os bombeiros que travam esta luta inglória e tenebrosa há tantos dias, muitos deles de forma totalmente voluntária. Um bem haja para todos eles, mais odo que nunca soldados da paz.