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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A metáfora dos ritmos de uma caminhada

 

   Diz o meu cardiologista que o problema das caminhadas é que cada pessoa tem o seu ritmo.

   Para mim, esse é o problema das caminhadas enquanto exercício físico e das caminhadas da (e pela) vida.

   Desde o primeiro passo nesta vida, nunca mais paramos de caminhar. Os caminhos mudam e os nossos ritmos adaptam-se. No início caminhamos lentamente, ao sabor da descoberta e da novidade. Quando conhecemos os caminhos, aceleramos o passo e com a prática e o hábito aqueles caminhos parecem-nos tão familiares, que passamos por eles a uma velocidade tal, que nem reparamos na paisagem à nossa volta. Às vezes vamos embrenhados nas nossas músicas ou na música do nosso mundo interior, umas vezes agradável, outras vezes menos apetecível, mas sempre composta por acordes de pensamentos, memórias e dúvidas. Temos caminhos fáceis de percorrer e caminhos cheios de altos e baixos. Temos longas rectas e inesperados cruzamentos, com inesperados encontros que nos alimentam o gosto pela caminhada. Temos subidas que apelam ao uso de todas as nossas forças e descidas apaziguadoras, merecidas enquanto guerreiros que somos e nas quais nos reconhecemos fortalecidos e plenos de armas para enfrentar todo o tipo de caminhos. E depois temos as rotundas, que nos põem a cabeça às voltas, que nos levam a questionar e que, por vezes, se tornam círculos (e ciclos) viciosos (e viciados) dos quais pensamos nunca mais sermos capazes de sair, uns por acomodação, outros por falta de optimismo, esperança ou fé nos nossos horizontes. Há ainda os desvios, que às vezes seguimos mesmo não sabendo o que nos espera, acabando por descobrir que, afinal, o nosso caminho tinha mesmo de passar por ali. Quando tememos sair da nossa zona de conforto ignoramos o desvio e procuramos um percurso conhecido, que é o mais longo mas que não nos obriga a arriscar e a descobrir que a vida nos reserva outros caminhos.

   Seja qual for a estrada que percorremos, fazê-mo-lo acompanhados. Contrariamente ao que os mais independentes defendem e acreditam, ninguém é capaz de caminhar sozinho por esta vida fora. Escolham entre a presença física ou a presença mental, mas sozinhos não. E voltando aos ritmos, não esperem facilidades. Como disse o médico, cada pessoa tem o seu e as dificuldades surgem quando dois ritmos diferentes tentam caminhar juntos, umas vezes acelera um, outras vezes abranda o outro, sem nunca descobrirem que o segredo é coordenarem os passos e não mudarem os ritmos. Com ritmos diferentes a vida deixa de fazer sentido, pois nunca vemos o mesmo que o nosso companheiro de caminhada e ele nunca será capaz de perceber o que nós vemos. Pior! Nunca nehuma das partes será capaz de entender a diferença de ritmos. E como podemos nós caminhar sempre à frente ou atrás de alguém, sem nunca sentirmos que realmente alguém vai ali, ao nosso lado?

 

Ai as minhas ricas perninhas

   Uma pessoa vê um cartaz a dizer "Põe-te a mexer...nas marginais", dia 25, pelas 17h na marginal de Matosinhos.  Veste-se o fato de treino, convida-se o namorado e `bora lá então fazer exercício físico com um belo pôr do sol ao lado. 6Km de passos largos, uns tantos exercícios de aquecimento e relaxamento e estamos 3 dias a "ressacar" com dores nos músculos (mas eu tenho disso??) das pernas.

  E fomos os últimos a chegar!!!! Imaginem se acompanhasse o ritmo dos restantes participantes (cujo faixa etária ultrapassava a minha nuns bons 30/40 anos...Shame on me!!!) 

   

  Ai as minhas ricas perninhas!!! Por favor, não me toquem...