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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O meu Carnaval era assim...

   Fazendo uma retrospectiva, concluí que nunca me vesti de princesinha no Carnaval, o que nem parece coisa minha. Sempre sonhei com um fato de Branca de Neve, com aquele vestido amarelo e azul e vermelho e a capa e tudo a que tinha direito, mas esse fato nunca chegou. O máximo que consegui foi uma Branca de Neve de vestido branco e capa azul, uma Branca de Neve totalmente falsa e que não me satisfez minimamente. Nisto das máscaras, era mais dada aos animais e neste capítulo tive duas fatiotas que me encheram as medidas:uma de pantera cor-de-rosa, toda ela em pelinho (fantástica para o frio do Carnaval) rosa e peito branco, com direito a carapuço com orelhas e um rabo que arrastava pelo chão e que eu adorava abanar, e uma outra de joaninha, este com direito a capacete vermelho com antenas. Tirando estas duas delícias, só me lembro de ser um palhaço gordo, de cabeleira vermelha e cara lambuzada de baton, gentileza do meu pai, que era sempre o director artístico das minhas produções.

   Não me lembro de outras fatiotas, assim como não me lembro de delirar com o Carnaval ou querer muito muito que chegasse o dia de vestir o traje...a verdade é que a minha melhor recordação de Carnaval é bem recente: o Carnaval de 2011, passado na Disneyland Paris, com orelhas de Minnie na cabeça. Isso sim é festejar a vida! Era menina para repetir, e já já já!

   Bom Carnaval, seus foliões!!!

Carnaval vs Dia dos Namorados

  

Realmente não há mix mais perfeito do que juntar na mesma semana o Carnaval e o Dia dos Namorados. Não que tenha algo contra qualquer um desses dias, simplesmente não os "festejo". Ok! O Carnaval tem muita graça enquanto somos pequenos inocentes que acreditamos que uma máscara nos pode dar super-poderes ou alterar completamente aquilo que somos, quando tudo é uma festa de serpentinas e confetis. Depois crescemos e percebemos que, apesar de o Carnaval serem 3 dias, a vida ainda são só 2 e máscaras é o que não nos vamos cansar de encontrar por esta vida fora, tamanha é a quantidade de pessoas pouco transparentes e puras com que nos vamos cruzando (viram como fui fofinha e não utilizei as palavras tamanha-é-a-quantidade-de-pessoas-falsas?). Mas muito bem, o mundo está em crise, a nossa vida está em crise e todos os motivos são bons para lhe darmos um bocadinho mais de cor e alegria, por isso, amantes do Carnaval, mascarai-vos e animai-vos. Os outros, como eu, aproveitai para descansar.

   Quanto ao Dia dos Namorados, God save us all, que esta é a minha embirração pessoal. Um dia para festejar o amor e nos lembrarmos do amor e que temos um amor (ou assim o parece) e que esse amor é tão rico e tão grande que se envaidece com rosas vermelhas, ursinhos de peluche branquinhos com corações e que mandam beijinhos enquanto dizem I love numa voz demasiadamente infantil, perfumes de marcas da moda, postaizinhos cheios de coisas fofinhas e dizeres universais e jantares à luz das velas. E pronto, basicamente é isto o dia dos namorados - 150 caracteres ao acordar, outros 150 na hora de almoço e mais 150 durante a tarde, palavras não são precisas porque os postais já trazem o trabalho feito, um jantarzinho mais ou menos saboroso mas sempre ocm muitas velas e corações, um ramo, um peluche ou para as mais afortunadas um perfumito ou, até quem sabe, uma jóiazita e está feito, vamos lá para casa despachar isto que amanhã é dia de trabalho e amanhã já nos é permitido desinvestir na relação e esquecer-mos tudo isto que não é o amor.

   Desculpem lá eu ser assim tão un-romantic e tão un-party....na verdade, até vejo uma coisa boa nestes dois dias: são os dias ideais para fazermos palhaçadas!

É Carnaval

   O dia esteve solarengo e a temperatura bastante agradável para o mês de Fevereiro. Nada melhor do que ir passear. O destino: baixa portuense, animada pelas cores do Carnaval. Não festejo o Carnaval (algo me diz que amanhã, quando for trabalhar, vou engolir estas palavras), não gosto propriamente do Carnaval (mas já adorei, quando em miúda me mascarava), mas gosto de sair à rua e ver as crianças mascaradas. É a infância no seu estado mais puro e todos sabemos como é bom ser criança. Infelizmente, a minha impressão é que nos dias de hoje apenas uma minoria das crianças é verdadeiramente criança, e por isso, as que brincam ao Carnaval são cada vez menos. Muitas limitam-se a assistir à infância das outras...

   É Carnaval. Nas ruas há cor, som, confetis, serpentinas, crianças (e adultos) mascarados. Há sorrisos, brincadeiras, alegria. Há festa. Já diz o povo que a vida são 2 dias e o Carnaval 3, por isso, ainda que por 3 dias apenas, esquecem-se crises, desempregos, falências, divídas e casos de corrupção. São 3 dias de muito sorriso e muita comida. E se, ao caminharmos, formos apanhados por uma chuva de confetis e bloqueados por teias de serpentinas, vamos esboçar o nosso maior e melhor sorriso. Afinal, é Carnaval...e ninguém leva a mal!