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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O postal

   Quando se vai jantar  a casa do namorado há sempre tempo e espaço para arrumações. A ideia era, entre outras, juntar tudo o que é cartinha, postal e afins que eu lhe dei numa caixinha. Bonita ideia. Ainda serviu para recordar as primeiras palavras escritas que trocamos, as primeiras brincadeiras...Entre um postal e uma carta, um envelope vermelho desconhecido. "Hum, já não me lembrava deste". Um postal de parabéns a dizer "Nada é impossível", sem nome, sem data, com meia dúzia de palavras, pestinha incluída. Não lembrava, nem poderia lembrar. Todo o meu lado negro foi activado. "Isto não é meu. Quem te deu isto?". A resposta: "Sei lá. Deixa ver...Ah. Podes deitar isso fora.". Aquele meu olhar carregado de pontos de interrogação tenebrosos. "Quem te deu?". "Era daquela...da outra...". Ora é um risco que se corre ao fazer arrumações nas gavetas dos outros.

   Mas que raio estava um postal "da outra" a fazer no meio dos meus postais??? Não bastavam as santas chuteiras vermelhas que nunca foram usadas, o telefonema a oferecer emprego, também havia um postal?

   Amuei, pois claro que amuei. Fico chateada, pois claro que fico chateada. Como duas grandes fatias de molotofe, pois claro que como. O postalinho já era. As santas chuteiras que se preparem porque eu já sei qual é a caixa delas.

   E agora vou dormir para não comer mais molotofe.

Gira não, bo(u)a

Local: zona da fruta e legumes de uma grande superfície comercial que enche os bolsos ao Belmiro de Azevedo.

Cliente: Oh giraça estes melões são bons?

Giraça(leia-se empregada): Já lhe disse que estão maduros.

Vou ter contigo e disparo logo...

Eu: Chegou ali um homem e disse "Oh giraça os melões são bons?" E a empregada "J´´a lhe disse que estão maduros".

Tu: Quem? (e encolheste os ombros)

Eu: Eu posso não ser muito bonita mas ela é um insulto à beleza (e as mulheres NUNCA deixarão de ter uma veia de maldade).

Tu: Fogo...se ela é bonita tu...

Eu: Eu sou uma Nereida à beira dela (risos)

Tu: Fogo!!! Tomara essa ser como tu.

Eu:Então ainda no outro dia disseste que ela era gira.

Tu: Gira não, bo(u)a...

Eu: (aquele olhar...) ESTOU CHATEADA E TÁ TUDO QUASE ACABADO!

Tu: (entre beijinhos e abraços) Então é melhor eu ir embora não é?

Eu: AI DE TI!!!

 

Instantes depois, perante a publicidade a uma qualquer marca de champô que promete caracóis sublimes...

Tu: Olha tu (ou seja, olha alguém com cabelo aos caracóis)

Eu: Quem me dera ganhar dinheiro à custa dos meus caracóis.

Tu: Eu não gostava disso...Tomara a bo(u)azona da Nereida ser assim como tu.

Eu: Continua continua, quanto mais falares maior será o meu post...

 

E aqui está, especialmente para ti...com um cheirinho de ciúme e birrinha. Comenta (não tenho medo das tuas ameaças quanto ao teor dos comentários) e redime-te e PODE ser que eu te perdoe...