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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Uma questão de hormonas

   Investigadores da Universidade de Hertfords-hire, em Inglaterra, chegaram à conclusão que as mulheres têm uma vontade maior de ir às compras dez dias antes do início da menstruação. Estes investigadores acreditam que este apelo consumista é a forma encontrada por nós mulheres para lidar com emoções negativas provocadas pelas alterações hormonais quando nos encontramos numa fase pré-menstrual. Segundo eles, as mulheres compram em excesso apenas para sentirem uma sensação de culpa mais tarde. Esta estratégia permite transferir o mal-estar físico para uma sensação psicológica menos positiva, aliviando muito a dor. O estudo revelou ainda que quem sofre de síndrome pré-menstrual gasta ainda mais que as outras pessoas.

   Outra explicação tem a ver com a fertilidade. Sendo este o período mais fértil da mulher, é natural que elas queiram chamar mais a atenção, comprando artigos que as façam sentir-se mais atraentes. As mulheres vestem-se melhor para impressionar quem as rodeia e terem mais oportunidades de se relacionarem sexualmente.

   No entanto, nem tudo se resumo a esbanjar dinheiro e, por isso, importa saber que a altura do mês em que é mais seguro ir às compras é uma semana antes da menstruação, altura em que o tipo dee consumo efectuado é mais racional e controlado, uma vez que não só se compra menos, como se adquirem produtos de que se precisa menos.

 

   Mais uma vez as hormonas a levarem com as culpas dos nossos comportamentos menos simpáticos...Sendo responsáveis por tanta coisa "má", arriscam-se a serem as nossas melhores amigas.

segredos do consumo

   Paco Underhill, antropólogo que há 25 anos estuda as pessoas enquanto fazem compras, revela factos interessantes em entrevista à revista Sábado.

   Acerca da crise financeira, diz que a recessão se reflecte no facto de as pessoas passarem mais tempo nos corredores, a analisar os produtos e os preços, abandonando a compra de muitos dos artigos escolhidos, motivo pelo qual as lojas se encontram mais desarrumadas.

   Numa altura em que comprar deixou de ser uma actividade lúdica, uma atenção especial deve ser dispensada às mulheres, afinal são elas quem mais consome. As mulheres da actualidade, mulheres de carreira e mulheres de família, têm horários apertados, precisam de entrar e sair muito mais rapidamente, por isso é preciso prestar atenção ao design dos carrinhos de compras, à maneira como são planeados os provadores, os espelhos e as próprias lojas.

   Também nas compras as diferenças de géneros se reflectem. Segundo o antropólogo, os homens compram como caçadores: querem encontrar o alvo e sair porta fora o mais depressa possível. Já as mulheres conseguem passar uma tarde inteira num shopping e regressar sem comprar nada, pois têm prazer só no acto de olhar. E o olhar parece ter uma influência crítica no processo de compra: olhamos em frente e virar a cara para o lado já implica esforço, por isso os expositores que se encontram ao fundo dos corredores são sempre os mais eficazes.

   Fundamental também é o toque. As pessoas têm necessidade de tocar em tudo, daí que manter os artigos dentro de embalagens e sacos, que muitas vezes são abertas pelos consumidores, pode prejudicar as vendas. A existência de exemplares de experimentação é a melhor solução.

   Curioso neste antropólogo é a sua ideia de que as zonas comerciais deveriam ter "estacionamento para maridos": locais onde estes se pudessem sentar a ler o jornal ou falar ao telemóvel, enquanto esperam pelas mulheres que andam às compras.

   Por fim, deixa-nos as 5 coisas mais odiadas pelos consumidores: mau atendimento no momento do pagamento, sujidade nas lojas, falhas de stock, lojas muito grandes onde se perdem e a falta de empregados ou empregados mal-educados.