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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Looking for connections

   Está na essência do ser humano esta busca constante por ligações... O ser humano precisa de se sentir e de se saber ligado a algo ou, principalmente, a alguém. Precisa, acima de tudo, de saber que existe alguém, ainda que não sempre presente, que estará sempre lá. 
   No mundo actual as relações são cada vez mais frias e distantes. Vivemos numa sociedade em que tudo está à distância de um click, incluindo as relações. É por isso normal para algumas pessoas que esta busca por ligações/relações seja também ela virtual e se sintam confortáveis com tal. A imensidão de redes sociais que hoje existem ajudam em muito nisto, ou serão mesmo as responsáveis. Tudo se tornou artificial e o homem está de tal forma corrompido por estas visões da modernidade que já se acomodou a relações virtuais. Se antes não passava sem estar com os amigos, hoje não passa sem lhes cuscar o perfil no Facebook. Se antes sentia necessidade de ligar a alguém para lhe contar istou ou aquilo, hoje tudo se resolve em 150 caracteres ou menos. Se antes chorava no ombro de um amigo, hoje os ombros são frases escritas num ecrã de computador partilhadas em grupos de ajuda online...and so on and so on...resumindo, se antes estavamos cá uns para os outros, hoje estamos online/offline. E isto parece que nos basta, embora esteja totalmente errado e seja completamente não-humano. 
   Tudo era bem mais simples e verdadeiro e intenso e sincero (e humano) quando as pessoas sabiam estar umas com as outras e as redes sociais não nos facilitavam a socialização. De repente, desaprendemos a estar com alguém real e passamos a perder horas em frente a ecrãs que nos mostram apenas aquilo que alguém quer mostrar e nunca a realidade. Se perdemos a nossa essência? Talvez. Não perdemos a essência da busca por ligações; não perdemos a necessidade de aceitação social, a necessidade do contacto social, a necessidade de ter um outro para além de nós. Simplesmente deixamos de saber procurar o outro de carne e osso e de saber estar em relações "à moda antiga", que era a verdadeira e única forma de se fazerem estas coisas de estabelecer relações entre pessoas tão diferentes mas que se precisam tanto. Afinal, já dizia o livro, ninguém morre sozinho. Mas as relações dos tempos modernos são cada vez mais solitárias...
 Quanto ao filme, vale a mesmo a pena. Uma agradável surpresa e um abanão nesta história da procura de ligações, virtuais ou não, o do que daí pode resultar.