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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sobre as Experiências de Quase Morte

 

   O que é, cientificamente falando, uma experiência de quase morte (EQM) ninguém sabe, ainda. Poderá arriscar-se a considerá-las como um «estado modificado da consciência, relatado por pessoas em estado de morte clínica confirmada, que se caracterizam por contactos extra-córporeos com estímulos sensitivos e sensoriais, seres luminosos e entes queridos já falecidos, a par de sentimentos de bem-estar (paz) extático e de auto-escopia».  Certo é que, quem as relata, em qualquer canto do mundo, em qualquer cultura, refere experiências assustadoramente semelhantes: saída do corpo, sensações de tranquilidade, entrada noutra realidade ou dimensão, seres espirituais, a comunicação, telepática, com alguém que interrompe a vivência, o túnel e uma luz intensa e pura. E depois há o milagroso regresso ao "lado de cá" e a vida (e a morte) ganhou outro sentido e outras cores. Não há mais medo de morrer e o desejo de viver intensifica-se.

   O mistério permanece e, talvez por isso nos sintámos tão fascinados por estas experiências (mas ainda e nunca o suficiente para arriscar estudá-las).

«(...) explicações, não temos e nem me parece que alguém tenha como facto consumado. Ideias sobre o que poderá estar por detrás das EQMs, isso sim. Estaremos, porventura, perante uma vivência de peri-morte, animada por uma dinâmica do tipo infra, intra, e supraluminosa. Tudo isto leva-nos a pensar, mas só a pensar, que a morte poderá não ser um fenómeno de tudo ou nada, mas sim um contínuo temporo-espacial, cuja dinâmica ainda não é conhecida. E nada mais me resta dizer senão que desejo, cada vez mais, que as várias sensiblidades se encontrem na divergência e investiguem arduamente, respeitando-se, para que mais esta fronteira cósmica seja transporta. Que assim seja.»

Dr. Manuel Domingos, neuropsicólogo (e meu adorável professor de neurociências do 1º ano e o responsável por este meu total fascínio pelo cérebro, pela neuropsicologia, pelas neurociências)

   Talvez a melhor solução seja «considerar a possibilidade de que a morte, tal como o nascimento, pode ser uma mera passagem de um estado de consciência para outro».

 

(Excertos retirados do livro "Experiências de Quase-Morte. Relatos verídicos.")