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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Escrever, porque sim


  Gosto de escrever. Desde que me conheço que gosto de o fazer. Mas gosto de escrever de forma livre. Não gosto que me imponham temas, limites de caracteres, timings para entregar algum texto...gosto de escrever quando me apetece (e nem sempre apetece), sobre o que me apetece e quanto me apetece, ainda que possa partir de um lado e terminar noutro ocmpletamente diferente. Hoje, por exemplo, apeteceu-me escrever sobre isto de gostar de escrever, ainda que não tenha nada de muito importante a dizer sobre isto, para além da ideia de que gosto de escrever. 

   Gosto de escrever sobre tudo e sobre nada. Sobre temas relativamente importantes e sérios e sobre coisinhas da vida que ninguém se lembraria de colocar em escrita. 

   Criei um blog principalmente porque gosto de escrever e porque os tempos modernos "exigiam" o saltinho do caderno para o mundo. Quando se cria um blog porque se gosta de escrever, ainda que não sejamos nenhuns escritores ou pessoas com pretensão a tal, ou que o nosso blog receba um número humilde de visitantes (adoro-vos a todos meus fofuchos!!!), passamos por momentos de alguma pressão da escrita, quando a vida e as responsabilidades nos roubam tempo de escrita ou simplesmente inspiração (tenho tantos momentos destes!) e ficamos dias e dias sem publicar seja o que for, que é o mesmo que dizer, ficamos dias e dias sem escrever um simples "olá". É nestas alturas que eu penso que ser escritor deve ser das profissões mais difíceis de se ter (correcção: de se nascer com, porque o dom da escrita profissional e de valor é inato e, ao contrário do que a maioria das pessoas que publicam livros pensam, não é, mesmo, para todos). Isto de ter de escrever, muito e muito bem, de forma regular, diária, quando há milhares de pessoas à espera para lerem as suas palavras, deve causar uma pressão indescritível, a não ser que se tratem de pequenos génios literários carregados de ideias para lá de espectaculares.

   Para nós, que escrevemos por diversão, por necessidade de pôr em palavras escritas o que não conseguimos ou não queremos pôr em palavras faladas, é tudo mais simples. A inspiração chega-nos a qualquer momento, de forma desregular, à medida das nossas vivências, das nossas necessidades, das nossas possibilidades e, acima de tudo, das nossas vontades. É isto que significa gostar de escrever - escrever apenas porque sim.  

   Não sei se estas palavras fazem sentido, nem tão pouco me interessa. Simplesmente, hoje, agora, apeteceu-me escrever isto...