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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"It`s the end of the world as we know it"

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  Acho que muitos de nós acordamos hoje com a sensação de que o mundo não será o mesmo a partir de hoje. 

  Mais do que confirmar que este mundo está virado do avesso, a eleição de uma criatura como Trump para Presidente de um país como os EUA (e já agora os resultados do Brexit) veio mostrar que alguma coisa está a mudar, ou já mudou (e tem de voltar a mudar!). Não sei se poderemos considerar um sinal de revolta, uma saturação de tudo e de todos, uma grande descrença e desesperança... o que é certo é as pessoas querem tempos diferentes, o que neste caso, não será necessariamente (e com quase toda a certeza) tempos melhores! 

  Contra tudo e contra todos, Trump é Presidente dos EUA. E é isto a democracia. Liberdade de escolha, ainda que isso signifique a escolha de alguém que parece não saber o que é a democracia. Alguém tão radical, xenofobista, racista e machista que não merecia sequer ser candidato ao que quer que seja, mas que chegou a presidente de uma superpotência com os votos de um povo que parecia só saber criticá-lo. E ei-lo no topo, a prometer unir a América e o seu povo, ao mesmo tempo que promete a legalização do porte de armas por todos os cidadãos americanos, num país onde existem não sei quantos milhões de armas e onde qualquer um tem o sangue frio para puxar o gatilho. Ei-lo a prometer unir a América mas só com quem tem "sangue americano puro". Ei-lo a prometer unir a América com a construção de muros.

   Ei-lo. Donald Trump. Presidente dos EUA. A prometer união. Ele, que é o maior muro que a democracia, a decência e o humanismo alguma vez conheceu. Mas ei-lo no poder, legalmente escolhido pelas gentes que diziam que não o queriam. 

   Boa sorte, EUA. 

   Boa sorte, mundo! 

Finalmente...

 

   A decisão está tomada. 

   Simpatizo com o senhor, é certo (não sei muito bem porquê), mas a minha completa aversão à política faz-me evitar um alargado discurso acerca das mudanças que esta escolha poderá trazer. Para já, foi uma vitória histórica numa América tradicionalista e demasiado agarrada aos usos e costumes. Daqui para a frente veremos quanta mais história Obama irá escrever, numa tarefa que não é, de todo, nada fácil.

   Aguardam-se ventos de mudança.

 

O título deste post refere-se apenas ao termino de uma campanha interminável que nos enchia os telejornais, jornais, revistas e afins e nos vencia pela exaustão. Entre a crise mundial e as eleições presidencias americanas (com espaço para as novelas da TVI) a minha opção é...Turn off the tv.