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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O que nos leva a Fátima?

   Sempre que lá vou coloco-me esta questão. Talvez porque nem eu sei o que me leva lá. É verdade que sempre que lá vou é por sugestão ou companhia de alguém, ou seja, não tomo a iniciativa de ir a Fátima. Nunca tomei, pelo menos. Mas também não digo que um dia não o farei. A verdade é que não sinto necessidade de lá ir, também não me sinto mal por lá. Talvez pela calma que lá se sente, pelo sentimento de união numa crença comum.

   Quando me passeio por Fátima gosto sobretudo de observar (basicamente o que gosto de fazer em todo o lado). A variedade e diversidade de gentes é absolutamente impressionante. O "mistério de Fátima" chega a todo o lado, a todos os cantos do mundo, a todas as etnias, raças, géneros e idades. Quase que o poderiamos considerar um fenómeno de massas, massas que por algum motivo acreditam numa história contada, como em tudo o que diz respeito à religião, ou simplesmente almas que precisam de acreditar em qualquer coisa, em algum momento da vida.

   De vez em quando vou a Fátima. Não me sinto nem melhor nem pior pessoa por isso. Mas sinto-me e para já isso basta-me. Será que vale a pena tentar compreender o resto?

 

Não consigo deixar de me chocar e revoltar com aquelas almas crentes que percorrem aquele percurso de joelhos ou mesmo de gatas. Não me conformo com uma igreja que continua a permitir tal e que, ainda por cima, construiu uma "estradinha" para tal. É nestas coisas que a religião sai a perder e muito.