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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

(Meu triste) Fado

   O fado é um estilo musical tradicionalmente português. No fado canta-se o amor, as desventuras, os acontecimentos diários...mas (quase) sempre num sentido contemplativo. Um estrangeiro que ouça os nossos fados dirá concerteza que é muito bonito, mas também é certo que dirá só é pena ser tão triste.

   O fado parece ser um belo exemplo da forma como os portugueses se organizam: experienciam os acontecimentos, pensam e sentem, mas depois parecem ficar aí bloqueados. Parecem não ser capazes de integrar de uma forma activa, os acontecimentos e as suas reacções aos mesmos. As suas estratégias parecem passar mais pela contemplação da tristeza do que pela sua superação. Às vezes, parece mesmo existir um culto da tristeza, como se esta fosse acarinhada e cultivada enquanto elemento organizador da identidade, como se a única resposta possível fosse a resignação ao destino, ao "fado", como se nada mais houvesse a fazer. Falta-nos, a nós portugueses, uma filosofia de produtividade e dinamismo que nos liberte da muleta do destino, que é sempre e só um triste fado nosso.

 

Adaptado após leitura de "Saúde Mental - do tratamento à prevenção"