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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

É o Porto muito mais pobre...

 

Mais de 80 anos depois da primeira edição, em 1930, a Feira do Livro do Porto enfrenta a maior crise da sua história. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) prepara-se para anunciar o cancelamento da próxima edição, que deveria realizar-se no início de junho, alegando não estarem reunidas as condições financeiras necessárias para o efeito.

Na origem do problema está a recusa da Câmara do Porto em renovar o protocolo de quatro anos, que expirou em 2012, ao abrigo do qual a organização recebia 75 mil euros, apoio logístico e isenção das taxas camarárias.

JN

   Por incrível que pareça, hoje, ao sentir o bom tempo e ao pensar no próximo livro que vou comprar assim que terminar o que agora vou começar, dei por mim a pensar "Já falta pouco para a Feira do Livro. Que maravilha!". Nem de propósito, a caminho de casa, ouço no rádio que anunciaram hoje o cancelamento da Feira do Livro do Porto!!!

   Acho absolutamente incrível que, num país cada vez mais deprimido e afastado de tudo o que é cultura e é bom, se tomem decisões como a de cancelar um dos grandes momentos da cidade do Porto. Questiono-me se algum desses senhores responsáveis por esta decisão alguma vez se passearam pela Feira do Livro, sem ser no dia da inauguração só para ficar bem na fotografia...questiono-me se alguma vez sentiram o cheirinho a livros novos no ar, tão presente no fechado o muito quente Pavilhão Rosa Mota, como na boa aposta que foi a Avenida dos Aliados...questiono-me se alguma vez olharam para as caras das pessoas que por lá se passeavam, todas com um gosto em comum e todas muito satisfeitas por poderem comprar um, dois, três ou vários livros fora das habituais livrarias ou lojas do género...

   A Feira do Livro É um ritual de muitos portuenses. Já faz parte daquela altura do ano pela qual se aguarda um ano inteirinho...os portuenses gostam de ver esse tempo aproximar-se, gostam de ver as barraquinhas a aparecerem umas após as outras, gostam de guardar uma ou outra compra para a Feira do Livro, ainda que às vezes os preços não compensem a espera e os portuenses gostam até do habitual "esta semana vai chover porque começa a Feira do Livro e chove sempre quando a Feira começa".

   E de repente tiram-nos tudo isto, com promessas de organização de um "evento cultural" para Julho, assim para compensar a falta da Feira do Livro. A sério? Para esses eventos já vai haver dinheiro? E o dito cujo vai envolver o quê? Uma caminhada, um concerto pimba e muito fogo de artifício? Meus senhores, nada substitui a Feira do Livro, porque nada substitui aquilo que já está enraizado no povo...É triste a decisão que tomam e imperdoável. E sim, eu estou imensamente revoltada!!!

(Dica:o candidato à CMP que assinar já um qualquer papel a comprometer-se trazer a nossa Feira para a nossa Cidade tem o meu voto garantido!)