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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«A última canção da noite», Francisco Camacho

Quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável, repensamos os dilemas, os ritmos e as paixões das nossas vidas... Jack Novak - o conceituado guitarrista dos Bitters que há muito conquistou o respeito das elites e o coração das massas - desaparece misteriosamente durante uma digressão da banda pela Europa de Leste, numa madrugada pródiga em estranhos acontecimentos. O incidente dá, por isso, origem a uma onda de especulações e deixa uma multidão de fãs na expectativa de uma verdade que, todavia, tarda em chegar. Um desses admiradores é o português David Almodôvar, crítico de música desempregado e caído em desgraça, que atravessa uma crise existencial e tem um desafio quase impossível pela frente: descobrir o paradeiro de Vera e dar-lhe a derradeira prova de amor que ela lhe exige. Quando os destinos destes dois homens se cruzam, David vê-se confrontado com as motivações de dois desaparecimentos - o da mulher que ama e o do músico que idolatra - e empreenderá uma viagem que lhe permitirá conhecer um segredo que Jack já desistiu de guardar e, ao mesmo tempo, resolver o tremendo impasse em que se encontra. Com um ritmo imparável, diálogos sublimes e uma história surpreendente que decorre em geografias tão distintas como o deserto de Marrocos ou a cidade de Berlim, A Última Canção da Noite é um romance de contrastes sobre os dilemas e as paixões que moldam a nossa vida quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável.

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    Primeira leitura de férias. Arrumei com ele em dois dias. Foi a primeira vez que li Francisco Camacho e o que me levou a comprar o livro foi o fato de ter lido algumas opiniões positivas acerca do mesmo. é certo que é um livro que nos prende e nos dá vontade de ler mais e mais para saber como vai terminar a história, mas, para mim, não é um daqueles livros imperdíveis. A leitura é simples, o enredo também e as personagens não são muitas, por isso facilmente entramos na história. O que menos me agradou foi o facto de ter um escritor português a escrever uma história com personagens estrangeiras...fica aquela sensação de que o que estamos a ler não é nacional...

   Se querem um livro agradável para vos acompanhar neste verão, aqui o têm. Para mim, foi mais um escritor português que fiquei a conhecer e só por isso já valeu a pena.