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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«Uma menina está perdida no seu século à procura do pai», Gonçalo M. Tavares

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Hanna e Marius, Berlim, Século XX.
Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos. Hanna fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Está perdida.
Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a.
A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.

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   Gonçalo M. Tavares. Um dos maiores escritores portugueses. Segundo livro que leio deste senhor. E deixo a pergunta: que foi isto? Que história foi esta? 

   Não é embirração, mas tenho uma certa dificuldade em perceber os livros do escritor e dou por mim muitas vezes a pensar que durante todo o livro "não saimos do sítio", rondamos, rondamos, rondamos e não evoluimos. E quando esperamos que o aproximar do fim do livro nos traga todas as respostas, desiludimo-nos e o livro acaba da mesma forma que começou e continuou: com um valente ponto de interrogação. 

   Ainda assim, continuarei a dar hipóteses a Gonçalo M. Tavares, mas, para já, ainda não é uma das minha prioridades de leitura. 

«Jerusalém», Gonçalo M. Tavares

   Dizem que será o próximo candidato português a um Nobel da Literatura. Dizem que é dos melhores escritores portugueses e internacionalmente reconhecido. Dizem que escreve como ninguém. Foi Prémio José Saramago. E foi a primeira vez que o li. Reconheço-lhe uns claros toques de Saramago, o que me agrada. Fiquei curiosa por ler mais, até porque assim que ouvi dizer que estava ao nível de um Nobel lembrei-me logo do Lobo Antunes e eu fujo a 7 pés de Lobo Antunes e por isso fui fugindo de GOnçalo M. Tavares. Mas acho que eram receios sem fundamento. 
   Uma escrita simples, direta, sem floreados. A história deste livro em particular também não é nada de especial ou envolvente e desconheço os restantes livros, mas poderei ter aqui mais um daqueles autores para compôr a minha biblioteca. 
   Quem já leu? Que recomenda mais?