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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«O Adeus às Armas», Ernest Hemingway

 

"O Adeus às Armas", muito provavelmente o melhor romance americano resultante da experiência da Primeira Guerra Mundial, é a história inesquecível de Frederic Henry, um condutor de ambulâncias que presta serviço na frente italiana, e da sua trágica paixão por uma bela enfermeira inglesa. O retrato franco e sem falsos pudores que Hemingway esboça da ligação amorosa entre o Tenente Henry e Catherine Barkley, arrastados pelo inexorável turbilhão da guerra, brilha com uma intensidade sem paralelo na literatura moderna, e a sua descrição do ataque alemão ao Caporetto – com as intermináveis filas de homens a caminhar à chuva, esfomeados, exaustos e desmoralizados – é decerto um dos grandes momentos de sempre de toda a história literária. Romance de amor e sofrimento, de lealdade e deserção, O Adeus às Armas, escrito quando tinha apenas trinta anos, é uma das obras-primas de Ernest Hemingway.

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   Hemingway, novamente. Continuo a investir nos clássicos. Hemingway e I Guerra Mundial, mistura perfeita. Ainda assim, achei a escrita um tanto imatura em alguns pontos, especialmente os diálogos românticos que chegam a ser rídiculos de tão lamechas e pirosos que são. De resto, talvez não esteja a escolher os melhores livros do escritor, mas ainda não lhe reconheci o génio literário que dizem que é.

 

«Ter e não ter», Ernest Hemingway

Ter e Não Ter é a história dramática de Harry Morgan, natural de Key West, e da sua luta para ganhar a vida e manter a família. Harry, dono e piloto de um barco de aluguer para expedições de pesca, é obrigado durante o período da Depressão dos anos 30 a traficar imigrantes chineses e bebidas alcoólicas ilegais de Cuba para a costa americana. As suas aventuras fazem-no envolver-se com a gente abastada e dissoluta do mundo dos desportos náuticos, e viver uma estranha e improvável história de amor. Cruelmente realista, Ter e Não Ter, que retrata uma das mais subtis e comoventes relações amorosas de toda a obra de Hemingway, é um grande romance de aventuras como só ele os sabia escrever.
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   A minha primeira viagem com Hemingway. Este ano, é, decididamente, o ano de me dedicar aos clássicos da literatura e, como tal, Hemingway não podia faltar. Mais uma vez o Continente a ter uma palavrinha a dizer nisto, já que Hemingway é o autor do mês nas lojas Continente, com todos os seus livros com 40% de desconto imediato. A desculpa ideal para conhecer este Nobel. A escolha, totalmente aleatória, recaiu sobre este "Ter e não ter" e sobre o "Adeus às armas", não pondo de parte a hipótese de até ao final do mês ainda lá ir buscar mais um ou dois, já que o preço é bastante simpático (menos de 8euros cada um).
   Não conheço Hemingway, portanto não sei se este livro é ou não o seu género literário. Confesso que estava à espera de algo mais emotivo, mas não deixa de ser interessante ver como o autor passa de uma história para outra e vai introduzindo novas personagens com uma subtileza que não nos maça. Como foi uma primeira leitura, não emito opiniões mais fortes, guardando-as para o próximo livro.