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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Independent but not alone

Sarah Jessica Parker e Chris Noth

   Quando há uns anos atrás me perguntavam (ou eu perguntava a mim mesma) como imaginava a minha vida daqui a x anos, a resposta, invariavelmente, era uma só: vejo-me a exercer psicologia, a ser bem sucedida, muito viajada e a morar sozinha. A característica "sozinha" acompanhou o meu discurso e o meu pensamento durante bastante tempo. Hoje a minha postura, e a minha resposta, caso me perguntassem o mesmo, ou perguntasse a mim mesma,  mudou. A resposta mudou, porque eu mudei. Hoje não me consigo imaginar sozinha. De facto, a solidão até me assusta.

  Sou uma pessoa muito independente. Demasiado até. Talvez por ser filha única e ter "crescido sozinha". Detesto que se metam na minha vida, não suporto que me tentem controlar, e sempre que peço a opinião a terceiros é única e exclusivamente para tentar ver confirmadas as minhas decisões, as minhas opiniões, as minhas ideias. Todos os dias preciso dos meus momentos "alone with me, myself and I", seja para ler os meus livros ou as minhas revistas de moda e sonhar com aqueles sapatos, com aquela carteira, com aquele vestido, para escrever, para navegar na internet, para ouvir música, para ver televisão ou um filme, para practicar yôga ou simplesmente para não fazer nada. Prezo a minha liberdade acima de tudo. Anseio pela minha independência mais do que tudo.

   Mas solidão? Isso (já) não é para mim. Como poderia ser, se sempre que estou muitas horas sozinha em casa acabo sempre por ligar a televisão (ainda que em mute), por pôr música a tocar? Não quero solidão. Quero momentos de sossego. Momentos meus. Mas não solidão. Não quero chegar a casa e não ter ninguém à minha espera.

  Talvez o que eu queira mesmo seja ter os meus momentos de solidão, sabendo que quando eles terminarem estará alguém à minha espera.

 

   No fundo, tudo mudou quando me apaixonei. Pelas pessoas, pela família e pelo amor de uma vida a dois