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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«Livro», José Luís Peixoto

 

Um rapazinho é deixado pela mãe num fontanário, de madrugada. Antes de partir, ela entrega-lhe um livro e promete que voltará dentro de algumas horas. Mas abandona-o e vai para França, trilhando os caminhos da emigração.

Acolhido por uma família da aldeia, e sem nunca mais saber da mãe, o rapaz vai crescer enamorado por uma rapariga da terra que o corresponde nos sentimentos. Chegados à idade adulta, decidem ambos emigrar para França, mas partem separados.

O livro — único objecto de valor que o rapaz possuiu em toda a sua vida — servirá para os manter ligados e é através dele que se vão reencontrar.

 

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Não sendo dos meus livros favoritos e não o assumindo para já como um escritor de eleição, gostei do que li e de certa forma foi um livro que me conseguiu prender a atenção ao ponto de ter de o ler todos os dias. Não gostei particularmente da segunda parte e ao contrário de algumas críticas que fui lendo, não acho que o José Luís Peixoto tenha uma escrita semelhante à de Saramago. Mas pronto, foi um primeiro livro, foram umas primeiras impressões e não vou querer, com certeza, ler outros livros do senhor.

Portugueses (finalmente) a ler

  

   Ao que parece os autores nacionais venderam mais de um milhão de livros na época do Natal. Ora o que me surpreende e me deixa realmente satisfeita é saber que os livros foram uma das prendas mais oferecidas neste Natal. Num país que sempre se queixou da elevada taxa de "eu não leio e eu não gosto de livros", esta notícia revela um grande avanço cultural e intelectual. A juntar a isto, foram os nosso portugueses que mais venderam, com o jornalista José Rodrigues dos Santos a liderar a tabela dos mais vendidos (começo a sentir alguma curiosidade em ler um dos seus livros), imediatamente seguido do "rei" José Saramago e o seu "Ensaio sobre a Cegueira" (e aqui contribuo para as estatísticas), havendo ainda espaço para os manos Lobo Antunes, Daniel Sampaio, Isabel Stilwell e Margarida Rebelo Pinto.

   Segundo os especialistas, estas mudanças no mercado editorial que se acenturaram em 2008  têm duas razões: o número cada vez maior do leitor feminino e a aposta das editoras em romances historicamente comerciais e com um minímo de credibilidade.

   Razões à parte, esta é uma tendência que me agrada e satisfaz, eu que desde sempre investi uns bons trocos em livros e mais livros. Sou portadora de uma orgulhosa estante de livros sem espaço livre para mais e há sempre um livro na minha mesinha de cabeceira que todas as noites é aberto. Quanto há batalha nacionais vs internacionais, que venha Deus e escolha o melhor! Escrevem-se bons livros em Portugal, assim como há autores estrangeiros criadores de verdadeiras pérolas literárias. Um bom livro é todo aquele que nos toca de alguma forma, independentemente da sua nacionalidade ou autoria.

Resta-nos esperar que este frenesim literário nem seja apenas "fogo de vista", que é como quem diz, que os livros oferecidos não sirvam apenas para embelezar uma qualquer estante, pois não me admiraria nada se em muitos lares existisse a filosofia do "livros em casa ficam sempre bem, mesmo que nem o título alguma vez tenha sido lido". Toca a abrir os livrinhos e saboreá-los. Eu recebi 4 pelo Natal e um já está lido e o segundo já me aquece as noites.