Mente de Macaco
"Como a maioria dos humanóides, tenho o fardo a que os budistas chamam mente de macaco - os pensamentos que passam de ramo em ramo, parando apenas para se coçar, cuspir e gritar. A minha mente oscila entre o passado distante e o futuro incognoscível, aflorando dezenas de ideias por minuto, desembestada e indisciplinada. Isto em si mesmo não é necessariamente um problema, o problema é a ligação emocional que acompanha o pensamento. Os pensamento felizes fazem-me feliz, mas com rapidez passo outra vez à preocupação obsessiva e ao mau humor; e depois vem a recordação de um momento de raiva e começo a ficar irritada e aborrecida outra vez; depois, a minha mente decide qye talvez seja boa altura para começar a sentir pena de si mesma e a solidãp depressa aparece. No fim de contas, somos aquilo que pensamos. As nossas emoções são escravas dos nossos pensamentos e nós somos escravos das nossas emoções."
Elizabeth Gilbert, "Comer, Orar e Amar"
(it could be me...)
