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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Queridos vou mudar de casa

   É a grande novidade do ano! Muito em breve, ainda este mês talvez, vou mudar casa. Ou melhor, os meus pais vão mudar de casa e eu vou por arrasto e muito satisfeita, já que a nova casa é linda!
   Esta decisão de mudar de casa surgiu há mais de um ano, embora sem urgência. Era mais um projeto de vida dos meus pais, um objetivo a concretizar em determinada fase das suas vidas. Aos poucos lá foram começando a ver algumas casas...inicialmente apartamentos, dos quais rapidamente desistiram já que sempre vivemos em casas "individuais". Mudaram o foco para moradias e lá foram vendo umas quantas que lhes agradaram. Eu nunca estive muito entusiasmada com este processo e acabei por ver apenas algumas das casas, sem nunca me apaixonar verdadeiramente por nenhuma, até porque não são adepta deste tipo de casas tão grandes e que precisam de tanto do nosso tempo para se manterem impecáveis. De todas as que vi, esta foi, sem dúvida, a minha preferida e a eleita. Nisto das casas o essencial é imaginar-mo-nos a viver nelas e esta foi a única na qual me imaginei automaticamente a viver...gostei de tudo! Da localização, das divisões, das cores, das áreas, das vistas, mas sobretudo de uma divisão em particular, que já tomo como "minha" muito mais que o meu quarto - ao contrário deste género de casas que costuma ter o dito "salão" nas caves, esta tem-no no último piso, com uma área fantástica, com um terraço apetecível e umas vistas magníficas. Imaginei automaticamente 1001 coisas em que poderia transformar aquele espaço, ideias esssas que já estou a pôr em prática e que pretendem tornar aquela divisão como a "alma" da casa. Estou tão entusiasmada com isto, que ainda nem tenho mobília de quarto!
   De maneira que os próximos tempos serão passados em decorações, escolhas, empacotar coisas e a fazer muitas limpezas! É que agora que isto se concretizou e que comecei a ajudar na preparação da casa o entusiasmo subiu e já só penso em mudar-me definitivamente para lá para poder aproveitar cada bocadinho da nova casa.
   Aos poucos vou mostrando pormenores e novidades!
(A parte mais gira de mudar de casa é que vou passar todos os dias na minha futura antiga casa...)
 

La reentré

 

   1 de Setembro. Dizem que estamos na reentré. Dizem todos os anos. Não sei bem porquê, afinal a única coisa que parece realmente (re)começar é mesmo a ano lectivo e esse, para muitos de nós, já não nos diz nada (a mim dirá algo, já que o meu calendário laboral se rege pelo calendário lectivo). Tirando isto, não vejo que mais possa recomeçar. Se calhar, o que queremos é acreditar, durante os meses quentes de Verão, que alguma coisa vai mudar em Setembro, alguma coisa que não só a estação e a roupa que usámos. E se calhar até vamos acreditando, umas vezes mais do que outras, mas vamos acreditando. E depois chega Setembro, apelam à reentré, e afinal, nada mudou. No mundo, no país, nas pessoas e, principalmente, em nós.

   Estou, verdadeiramente, a precisar de uma reentré, que não chegou com o 1 de Setembro e que já tarda em chegar. Por isso, já chega de reentrés ilusórias e de iupis iupis agora é que vai ser. Agora, como antes, está tudo na mesma. Até um dia, que não tem de ser de Setembro.

Mudanças

   "Sempre acreditei que as profundas transformações, tanto no ser humano como na sociedade, ocorrem em períodos de tempo muito reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar a nossa coragem e a nossa vontade de mudança; nesse momento, não adinata fingirmos que nada acontece, ou desculparmo-nos dizendo que ainda não estamos prontos.

   O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo maus que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino."

 

Paulo Coelho, "O demónio e a Senhorita Prym"