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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Mulher

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Dia internacional da mulher. 8 de Março.
Não pode passar em branco, certo? Não sei. Pessoalmente e do alto do meu mau feitio, verdade seja dita e assumida, estas coisas dos “dias de…” passam-me completamente ao lado e são para mim totalmente dispensáveis. É importante conhecermos e lembrarmos os feitos históricos que estão por detrás de qualquer data comemorativa e reconhecermos quem, algures no tempo, lutou por o que quer que seja que hoje eventualmente temos como garantido, mas é igualmente importante que estas datas não se desvirtuem e se desviem do que realmente representa(ram).
Ora, o dia da mulher não apareceu para nos lembrar que nós, mulheres, somos espetaculares, e super-poderosas e capazes de conquistar este mundo e o outro e ainda deixar a lua de vago para o homem porque só fazemos (e queremos!) o que realmente queremos. Aliás, batemos aqui naquele ponto crucial de tudo o que é vida: enquanto for preciso um dia específico para me lembrar ou distinguir o que quer que seja, mulheres, pais, mães, crianças, namorados, família, até o Pai Natal e o coelhinho da Páscoa, a coisa está muito, muito errada!
Eu, mulher, não quero ser lembrada no dia 8 de Março de que sou linda e fabulosa e capaz de arrasar com tudo o que me aparece à frente. Eu, mulher, não quero no dia 8 de março receber flores, aplausos, mensagens inspiradoras (ok, estas dispenso em qualquer dia do calendário) ou contas da Pandora que homenageiam as mulheres (ok, estas podem vir em qualquer outro dia do calendário).
Eu, mulher, quero ser reconhecida (e repreendida se assim for preciso) diariamente por aquilo que faço, por aquilo que sou, por aquilo que digo, por todas as minhas conquistas pessoais e profissionais, pelas minhas atitudes, pelo meu comportamento, pelos meus sorrisos… eu, mulher, não preciso do dia 8 de Março para saber o que valho, para saber que sou forte, para saber que sou única, para saber que vergo mas não quebro, para saber qual o meu caminho, quais as minhas obrigações, quais os meus direitos e, sobretudo, que um dia, alguém, alguma mulher, como eu, lutou por uma vida melhor. Como afinal todos nós, seres humanos temos obrigação de o fazer e o direito de ser reconhecidos por isso, não pelo mundo inteiro, mas por aqueles que representam o mundo para nós.
Que saibamos sempre e todos os dias qual o nosso valor pessoal e que o nosso caminho é e será sempre em direcção à felicidade (e ela está sempre “em frente e para cima”).