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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O rapaz do pijama às riscas

 

   Sou espectadora assídua de todos os filmes que retratem ou remetam para a Alemanha nazi. Depois de no Domingo ter assistido a "valquíria" e a tentativa de derrubar o Fuher Adolf Hitler, desta vez o eleito foi "O rapaz do pijama às riscas". E que boa eleição. Um filme que parece não prender todas as atenções de início, pois tende a ser mais um filme sobre aquela época, evolui para uma bonita e inocente história de amizade entre o filho de um soldado alemão e um menino judeu residente no campo de concentração. Dividos por um mundo em guerra e por uma vedação, esta duas crianças partilham uma infância roubada. Mas a força de uma amizade tudo pode e as barreiras são quebradas em nome da ajuda e cooperação. E os dois amigos passam a ser rapazes de pijama às riscas, de mão dada em busca da felicidade, de mão dada até ao fim das suas tão curtas vidas.

   Um final poderosíssimo. Uma lição. Não para nós, mas para todos os que viveram aquela época e compactuaram com aqueles princípios. O castigo perfeito para quem teimava em ditar a lei única. O típico feitiço que se vira contra o feiticeiro. A dor de todo um mundo perseguido ali reflectido no rosto de um pai que vê o filho partir...graças àquilo que ele próprio, pai, criou, aprovou e defendeu.

   Vale a pena. Pelo final e pelo desempenho das duas crianças.