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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Vicky Cristina Barcelona

 

   Bizarro. Bem ao jeito de Woody Allen. Bons desempenhos. Scarlett Johanson continua a nova musa de Woody e Penélope Cruz tem um frenético desempenho excelentemente alternado entre o inglês com prenúncia e o sempre engraçado espanhol, enquanto Javier Barden encarna muito bem o seu papel de artista sedutor com um coração e um corpo com espaço para uma, duas ou três chicas e não se cansa do "in english, Maria Elena". 

   Uma história sem grandes lições ou grandes momentos. Uma outra perspectiva do amor e das relações entre os seres. Um amor que só é perfeito quando é incompleto. Doentio. Confuso. Alternativo.  O par perfeito quando vivem longe um do outro. A amizade como solução. O cortar raízes de vez e para sempre. Um filme que não cansa. Agradável de se ver.     E no entanto, é impossível não nos rendermos à banda sonora simplista mas optimista, ao som da guitarra espanhola comovedora. E é impossível ficar indeferente a cada pormenor do cenário, que confirma a beleza inagualável de Barcelona (e já agora Oviedos), com ou sem Vicky, Cristina ou Maria Elena.

Feliz novo dia

  

Não gosto do dia 31 de Dezembro. Não gosto. Pronto. Mas afinal festejamos o quê? O final de um ano? A chegada de um novo ano? Se é a primeira opção: o ano foi assim tão bom que mereça uma festa com honras de empréstimo bancário em tempos de (aparente) crise? Já se o que está em causa é a segunda opção: vamos festejar o que ainda virá e que não sabemos se vai ser uma festa ou um pesadelo? Caso a opção se situe entre a primeira e a segunda opção: num mundo com medo de envelhecer, como é possível que se festeje tão vivamente a passagem do tempo? E depois há aquela bela filosofia do "Ano novo, vida nova"...for God´s sake!!! Então e os anos todos que se passaram até aqui, não foram merecedores de todo o nosso empenho e dedicação na busca dos nossos objectivos/sonhos? Porquê que o novo ano vai ser O ano de todas as realizações? Pior! Todos os dias 31 de Dezembro de todos os anos a velha máxima é repetida...somos mesmos uns insatisfeitos caramba! Ou será que estamos à espera que o novo ano, por si só, faça todo o trabalho, anulando toda a nossa responsabilidade por aquilo que nos acontece?

   E as listas de desejos e resoluções de ano novo? Outra que tal! Verdadeiras pérolas de determinação e força de vontade impressas numa folha de papel e que raramente passam dessa mesma folha de papel. Deixemo-nos de papéis e passemos a acções. O que queremos mesmo muito não precisa de estar escrito numa folha, basta estar escrito e inscrito em nós e isso já é suficiente para mudar o mundo. Em qualquer dia do ano, qualquer momento da vida, não necessariamente no tal "ano novo, vida nova".

   Peço desculpa por tanto ponto de interrogação. Não me parece o melhor dos discursos para o penúltimo dia do ano. Mas para mim é apenas mais um dia e cada dia é uma nova oportunidade de fazermos mais e melhor. Talvez algo do tipo "Dia novo, Vida nova" tenha mais a ver comigo. Por isso, FELIZ NOVO DIA...todos os dias!