Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Pai Natal da Moedinha

  

   E o que é que nós temos a fazer-nos lembrar o Natal em plenos semáforos??? Pedintes vestidos de Pai Natal a pedir uma moedinha enquanto esperamos pelo sinal verde...ele é o fatinho completo, o gorro com estrelinhas a cintilar, a barba branca e a cestinha da moedinha. Ora bem, o Natal é mesmo para todos e, pelos vistos, a moedinha dá para tudo e mais alguma coisa.

   Isto sim é espírito natalício!

   Estou ansiosa pelo dia de amanhã. Receio parar naquelas mesmos semáforos e encontrar o mesmo Pai Natal da moedinha com duas renas esfomeadas. É que aí não vou resistir...

Christmas is all around us!!!

 

(Mal posso esperar pela Páscoa! Acho que vai haver coelhinho nos semáforos. Que fófinho!)

 

Pedintes em dentes de ouro

   À saída de um supermercado lá se encontrava a senhora, de nacionalidade aparentemente romena, pés descalços, cabeça tapada por um lenço e a fotografia de uma criança na mão. De cada vez que alguém se dirigia para o seu carro ela encaminhava-se na sua direcção e começava o discurso ensaiado e repetido sabe-se lá quantos vezes. Quando nos aproximamos do carro, foi a nossa vez. Num português arranhado e mal pronunciado, percebiam-se as palavras 5 filhos (a foto mostrava apenas uma criança), fome, comer, não tem dinheiro, quero carro...Se há 5 crianças com fome, foi-lhe dado um iogurte. Ainda não satisfeita, continuava com "carrinho, não tem dinheiro, fome...". A certa altura o discurso muda "Não querer iogurte para nada, quer dinheiro"...e sorri...e eis que se revelam pelo menos dois dentes de ouro!!!

   Conclusão: o iogurte foi retomado, o discurso dela manteve-se e nós viemos embora, deixando-a de mãos a abanar (ou não) e dentes de ouro no sorriso...

   Seria necessidade ou vontade de não trabalhar? Abstenho-me para não ferir susceptibilidades (inclusive a minha...).