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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Esta é aquela altura do ano...

...em que gosto mais do que nunca de apreciar e comentar maldosamente as escolhas de vestuário dos portugueses.
   A par da chegada da Primavera, é nesta altura que vemos os looks mais curiosos. Diria mesmo que é nesta altura que se cometem os maiores exageros em termos do que devemos ou não vestir. Se na Primavera temos (não eu!) o desejo ardente de mostrar o corpo assim que vemos um dia de sol e toca a tirar tudo quanto é top e mini short do armário, no Outono é precisamente o inverso: basta um dia de chuva ou de baixa de temperatura para vestirmos (não eu!) camisolas de lã, casacos excesisvamente quentes, gabardines, botas, saias com collants, lenços enrolados à volta do pescoço como se estivesse prestes a chegar a Nadine ao continente, gorros (de lá com orelhas de ursinho) e tudo o resto que guardamos durante os poucos meses de verão (para mim, o verão é sempre pequeno demais, comparativamente com os dias mais frescos/frios). Sim, eu vi TUDO isto só hoje e apenas na ida e regresso do trabalho.
   Pessoalmente, isto faz-me um pouco de confusão. É como se as pessoas só fossem capazes de extremos ou não fossem capazes de aguentar durante muito tempo a ânsia de usar ou mostrar aquilo que esconderam durante uns meses. Eu gosto destas duas mudanças de estação precisamente pela versatilidade que nos permitem em termos do que vestir. É aquela altura em que podemos facilmente completar um look com um casaquinho de meia estação ou os nossos sempre adorados blazers. Mas isto sou eu que sou daquelas que deixa as botas em finais de Abril e só as recupera em finais de Outubro e que gosta de manter os cachecóis e os sobretudos longe durante o máximo de tempo possível.
   Cada coisa a seu tempo e o tempo, o que passa e o metereológico, tem espaço e momentos para tudo. Temos 4 estações do ano, 4 "colecções" de vestuário e muita versatilidade e possibilidades, com mudanças graduais para cada época. Mas como nem todos pensamos assim, vou continuar a apreciar os extremismos deste Outono que ainda agora chegou.

E também há aquelas outras (como eu estou má!)

 

   Aquelas outras que têm tanta, mas tanta, necessidade de afirmação, que se tornam completamente inconvenientes e só lhes falta dizer "Uh, uh, eu estou aqui!", com os braços no ar. A partir daí, desenrolam narrações atrás de narrações, com pormenores demasiado pessoais para serem revelados a pessoas que mal conhecem. Normalmente também são especialistas em envolverem-se em conversas alheias e, mais uma vez, são inconvenientes demais para a maioria dos mortais.

 

   Ok, vou guardar o martelo. Já chega de maldizer a raça humana. Mas que querem? Em dias menos bons, tudo serve para nos atiçar o veneno.É claro, as hormonas femininas também ajudam...

Aquelas pessoas

 

   E o que pensam daquelas pessoas especialistas em "dar graxa", "puxar o lustro", "oh pra mim que sou tão prestável"? Pois que a mim me fazem muita, muita comichão na minha paciência e no meu espírito de gente com princípios. Será que esta espécie não cai em si, por um momentinho que seja, entre um passar de esponja e outro, de que está a dar demasiado nas vistas? E será pior quem passa a esponja ou quem deixa passar a esponja?

   Claro para mim está que estes comportamentos me dizem muito acerca do carácter de uma pessoa, por isso mesmo, desculpem lá, mas amiguinhas(os) nunca vamos ser.