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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«O Processo», Franz Kafka

 

O Processo conta a história de um homem que se vê envolvido num absurdo processo judicial sem que lhe seja dado qualquer tipo de explicação.
Um magistral romance sobre a angústia, a impotência e a frustração do indivíduo numa sociedade opressora e burocratizada, temas recorrentes em toda a obra do autor.

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   Foi a primeira vez que li Kafka. Foi daqueles autores que nunca senti curiosidade em ler, pois associava-o sempre a uma escrita maçadora típica dos clássicos. Tinha este livro na minha estante há anos. Há pouco tempo, quando guardava um livro que tinha terminado de ler, olhei para ele, peguei nele e pensei "porque não?". Assim que comecei, o pensamento foi só um "isto não é nada do que eu estava à espera. É tão absurdo!". E realmente é um livro tão irreal, tão ridículo, que nos prende desde a primeira página. Depois deste, "A Metamorfose" não me escapa!

   E logo ali, na primeira página, começa a cheirar-nos tanto, mas tanto, a Saramago...para mais tarde descobrirmos esta frase, do próprio Saramago:

  «Os escritores a que estou sempre a voltar são Montaigne, Pessoa e Kafka. O primeiro porque somos a matéria do que escrevemos, o segundo porque somos muitos e não um, o terceiro porque esse um que não somos é um coleóptero»