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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

La reentré

 

   1 de Setembro. Dizem que estamos na reentré. Dizem todos os anos. Não sei bem porquê, afinal a única coisa que parece realmente (re)começar é mesmo a ano lectivo e esse, para muitos de nós, já não nos diz nada (a mim dirá algo, já que o meu calendário laboral se rege pelo calendário lectivo). Tirando isto, não vejo que mais possa recomeçar. Se calhar, o que queremos é acreditar, durante os meses quentes de Verão, que alguma coisa vai mudar em Setembro, alguma coisa que não só a estação e a roupa que usámos. E se calhar até vamos acreditando, umas vezes mais do que outras, mas vamos acreditando. E depois chega Setembro, apelam à reentré, e afinal, nada mudou. No mundo, no país, nas pessoas e, principalmente, em nós.

   Estou, verdadeiramente, a precisar de uma reentré, que não chegou com o 1 de Setembro e que já tarda em chegar. Por isso, já chega de reentrés ilusórias e de iupis iupis agora é que vai ser. Agora, como antes, está tudo na mesma. Até um dia, que não tem de ser de Setembro.