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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Mais uma escandaleira do nosso Portugal

   Que o Malato sofreu um enfarte nem é notícia escandalosa. Poderia suceder a qualquer um e não é por se ser vip português que estas coisas nos passam ao lado. Que o enfarte do Malato fosse publicitado em tudo quanto é revista do pink também não é nada de surpreender já que as revistas vivem disso mesmo. O que é realmente lamentável, acho que podemos usar esta palavra, é que o próprio Malato, que até esteve às portas da morte, permita que se faça do mais privado que é a sua vida a capa de uma revista. O que lhe terá passado pela cabeça para permitir a publicação de fotos suas no hospital, em recuperação, quando tudo o que se quer é paz e sossego. Para que foi tudo isto, vindo de um senhor que até se mantinha minimamente discreto?
   Depois destas fotos, acho que chegamos à loucura da exposição máxima da vida pessoal de cada um. Quando concebemos como normal a publicação de fotos de alguém em convalescença num hospital poderemos esperar qualquer coisa e podemos sobretudo afirmar que os valores pessoais estão, esses sim e cada vez mais, em crise.
   Pessoalmente acho lamentável que alguém precise/permita isto e que as revistas considerem que esta é a melhor forma de venderem. Quanto ao Malato, as melhores e menos senhor, muito menos.

É notícia

 

   Quando abrimos uma revista dita "cor-de-rosa" e nos deparamos com observações/ títulos do tipo: "Vem aí o piças da família", relativamente à gravidez de uma dessas senhoras do panorama televisivo português, ficamos a pensar se o/a editor(a) da dita revista não estará a ser chatageado/a para publicar qualquer coisita...

   São assim os "nossos" VIP`s...dizem a primeira coisita que lhes vem à cabeça, parecem não possuir juízo crítico e ainda aparecem numa revista. 

Glamour precisa-se

   "Assim como não há glamour sem sedução. Portugal ainda tem muito a aprender neste capítulo. Opinião geral. Herdeiro da claustrofobia da ditadura, e da sua indigência, o país atrasou uma cultura de estilo e enraizou-se no pudor e na vergonha em relação à imagem. Institucionalizou-se que, "dar nas vistas", é mau por um lado; por outro, cultivou-se um desleixo revolucionário-intelectual que diz que uma mulher, para ser interessante, tem de parecer desinteressada. (...) Os ténis e os chinelos já se institucionalizaram no Bairro Alto e qualquer sapato de verniz ou batom vermelho continuam a suscitar comentários entre o admirativo e o sarcástico - "mas ela hoje..." ou "mas onde é que ela vai?".

   «É uma questão cultural, de baixa auto-estima. (...) Em Portugal, as pessoas arranjam-se para ir ao casamento. (...) Vivemos numa sociedade onde ter é mais importante do que ser, por isso, para a maioria, é melhor ter muitas coisas. Agora o chapéu é mal aceite e as luvas só se usam quando está frio! Ao mesmo tempo, abusa-se das calças à pirata e do cabelo pintado de loiro, tipo Barbie. Não é nada, são máscaras. Tenho saudades de entrar num sítio e ver pessoas arranjadas. A prática e o gosto vão-se fazendo um ao outro (Greta Statter).»

   (...) A escritora Anais Nin arranjava-se e maquilhava-se mesmo quando apareva a relva, porque dizia que «usar roupas bonitas é uma forma de adicionar beleza ao que te rodeia, inspirando os outros e nós próprios

   Afinal, quem é que inventou o fato de treino?"

(in Vogue Portugal, edição Jan.09, "O novo glamour")