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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1 mês depois

   Não é um balanço de 1 mês das minhas novas funções. É mais um reflectir sobre o que este primeiro mês significou para mim. Faz sentido fazê-lo, apesar de ser ainda tudo muito recente. Continuo em aprendizagem, hoje e sempre. Continuo a falhar, a sentir-me perdida em determinados momentos, a viver situações em que fico mesmo com aquela cara de "e agora o que é que eu faço?". Continua a ser tudo novo para mim. Continuo a sentir falta das minhas antigas funções. Mas já algo mudou em mim. Adaptei-me, conformei-me, mentalizei-me e diariamente tenho percebido que isto pode realmente ser uma experiência boa para mim. Aos poucos começo a sentir-me em casa, começo a sentir que aqueles idosos me respeitam, me procuram. Já rimos juntos, já brincamos, já desabafamos. Começo a perceber que é fundamental saber impôr-me. E confirmo a minha certeza de que o mais difícil do meu trabalho é gerir as pessoas e não os problemas, mas que o segredo para a solução passa muito por saber ouvir, manter a calma e conversar sobre as coisas.

   Ainda só passou um mês, mas é o suficiente para dar o braço a torcer, como se diz na gíria, e admitir que ao contrário do que esperava ou supus sem conhecimento dos factos, até estou a gostar do que faço e tenho dias em que regresso a casa com a sensação de "fiz o que devia/podia e só por isso o dia correu bem". Afinal, estamos a falar de um desafio e nisso eu não gosto nada de falhar.