«Toda a luz que não podemos ver», Anthony Doer
Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição.
Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas._________________________________________________________
Um livro cheio de prémios e nomeações, entre os quais talvez o principal seja o Pulitzer 2015. Só isto é suficiente para fazer deste livro um bom livro. E é. Não é nenhuma obra-prima, mas é um excelente relato (ou retrato) sobre um período tão conturbado da nossa história mundial, centrado sobretudo em duas personagens principais - Marie-Laure e Werner - que se cruzam em menos de 100 páginas das mais de 500 do livro, mas que nos oferecem uma outra forma de ver e relembrar os tempos de guerra.
